Quarta-feira, Outubro 25, 2006

 

Robbie, no Rio de janeiro e no MULTISHOW

Amanhã no MULTISHÔ: não percam o shô do Robbie que foi gravado no Rio na semana passada. Isso mesmo, aquele que eu QUERIA ter ido...
Eis abaixo alguns registros.
I just wanna feel, real love...

I just want you back for good!



 

I'm LÓSTI

- Que Kate que nada, Eu quero é ficar com o Jack gostosão!

A Lully me viciou no LÓSTI (e no Jack, no Sawyer, no Boone). Tudo culpa dela. Virei um dependente. Passei finais de semana chuvosos inteiros sem sair de casa, pedindo comida pelo telefone, comendo na frente da TV, assistindo um episódio atrás do outro. Já fui dormir às 2 da manhã no meio da semana só pra assistir mais um episódio, até que vi tudo, primeira e segunda temporada inteiras. Aí o caso piorou. Como um dependente que tenta largar o vício entrei em crise de abstinência. Não havia mais nada para assistir. A terceira temporada não havia começado e eu queria mais, muito mais. Agora a terceira temporada já começou lá nos States e eu não sabia como conseguir, mas a minha fornecedora de drogas é boa. Ela fideliza o cliente. Te agrada pra manter o vício e quando você vê está totalmente dependente. Ela me ensinou o que eram torrents, a usar o Bitcomet, todas essas coisas que eu não tenho paciência pra aprender sozinho. Desde o começo da terceira temporada, toda quinta-feira já está lá, na minha caixa de entrada, o torrent do episódio da semana que eu deixo baixando durante a noite. No segundo episódio quase me atrasei pro trabalho porque acordei e lá estava o episódio inteiro e eu não resisti, assisti naquela hora mesmo, às 6 da manhã. Com o terceiro episódio, o tal em que aparece o Santoro eu tive problemas de arquivo corrompido. Mais uma crise violenta. Imagina, eu PRECISO assistir o terceiro episódio hoje pois LOGO MAIS já tem o quarto. Mais uma vez Lully, aquela que me viciou, me salvou. Hoje acordei e lá estava ele bonitinho, o terceiro episódio que vou assistir hoje à noite. E amanhã já vou ter o quarto episódio. Só há um único motivo capaz de fazer com que eu mude minha programação. Tomara que eu tenha que mudar. E aí meus queridos, o Jack, o Sawyer e o Boone que fiquem lá na ilha deles...

Terça-feira, Outubro 24, 2006

 

Enquanto isso, no Condado



Paquera: Lex, aquele cara alí não é teu amigo?
Lex: Sim sim, viemos juntos...
Paquera: Aquele cara que ele ta beijando é meu amigo, viemos juntos...
Lex: Capaz! Sério? Baaaaah...

......................................................................

Um tempo depois:

Lex: Paquera, aquele outro cara ali não é o teu outro amigo que veio contigo?
Paquera: - É sim, meu amigo também, viemos juntos – eu, ele e aquele outro que ta beijando o seu amigo.
Lex: Ah, é que esse seu outro amigo ta beijando o meu outro amigo.
Paquera: – Tás brincando?

(risos)


Meus filhos...é o Apocalipse!

Se fosse premeditado isso não aconteceria!


 

Mineirices

Há pessoas que aparecem na nossa vida, te dão um chacoalhão, te mostram outros pontos de vista, te inspiram e te encantam com sua inteligência, o riso solto e muita poesia. Geisa é assim pra mim, inspiradora – ainda que me tire do sério às vezes e brigue comigo.
Estes versos, de gerações tão diferentes mas repletos de mineirices são para ela (para a gente).


Corridinho (Adélia Prado)

O amor quer abraçar e não pode.

A multidão em volta,

com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.


E os mineirinhos do Skank, poéticos na canção LUGAR, do último CD Carrossel. Pra gente cantar no carro


Voltei pra ler aquele olhar
De um amor que a gente mesmo escreveu
Que foi guardado sem pensar
Nas linhas de um desejo meu
Fiquei olhando todo espaço
Recriando um compasso seu
Sorri sonhando em qual gaveta
Nosso amor se escondeu
Chorei por ver nesse lugar
O que a palavra já teceu
Sou do seu tempo um retrato
Quando meu sonho era todo seu
Sorri por ver no nosso amor
Todas as portas pra você e eu
Fiquei pensando em qual cometa
Nosso amor adormeceu
Mas guarde seu nome pra mim
Seus dias eu não deixo mais ter fim
O vento arde em versos por saber.
Nessa tarde o sol é só por você

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

 

Possibilidades

Não programo nada – tenho vivido assim. Quanto mais você faz planos irretocáveis, planejamentos milimétricos, mais risco você tem de se decepcionar se algo sai fora desse plano. Aí é que o inesperado acontece e um dia você dobra uma esquina e pá! Dá de cara com alguma coisa que você nem esperava encontrar ou viver. E aí vem um turbilhão de vontades, de coincidências que te fazem baixar a guarda. É uma nova possibilidade, uma nova perspectiva. Você acha que já está descolado, que já sentiu tudo, que já foi muito feliz e que já sofreu demais e que não existe a mínima possibilidade de alguém te tirar do centro novamente, fazer você sentir um frio na barriga, as pernas tremerem e um arrepio correr pela espinha. Mas não, você está enganado e alguém te faz sentir isso tudo de novo, de uma forma diferente – e você passa horas querendo conhecer mais, ouvir mais, falar mais – e quanto mais isso acontece mais você quer. Aquele sorriso novo que te faz sorrir também – meio bobo com tanta atenção recebida!

- Você disse que vinha pra cá e eu vim só pra te ver!

O amigo dele confirma e lembra do papel onde ele anotou na semana anterior: Ariano, bonito, barbudinho, 33 anos, telefone, e-mail, solteiro. Ta bom, rimos disso e acredito porque há que se dar crédito, e afinal com tanta gente nesse lugar ele entrou e veio direto conversar comigo. O sorriso é largo, o cheiro é bom, o abraço é de um velho conhecido. E aquela sensação de que a música parou, que as conversas ao lado estão distantes e que há uma redoma em torno de nós. O que me impressiona é o quanto ele é real.

Tudo isso, que não faço a mínima idéia de onde vai parar, ou se algo vai começar, só me faz lembrar que o tempo é sábio e que sempre vai haver a possibilidade de ser feliz novamente. Nem que seja somente uma possibilidade, uma ilusão. É preciso arriscar.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

 

Sleeping with MORFEU(s)

Tudo (ou quase tudo) resolvido! Telefone e ferro-de-passar (inútil) novos! Mais uns débitos no cartão – ao menos viram milhas. Aproveitei e comprei travesseiros novos. Adoro travesseiros. Grandes, fofos! Os velhos não foram dispensados e permanecem na cama. Agora somos 5 toda noite – eu e meus quatro Morfeus, os travesseiros! O que é a carência da pessoa?

 

Rollercoaster

Um final de semana/feriadão agitado com direito à receber um amigão de Maringá pra sair e ferver no bar, encontrar os amigos todos por lá, amanhecer no lago, ir na academia durante o dia, cortar o cabelo, final de tarde com pão de queijo, bolo e biscoitinho de nata na casa da Célia, ir ao Condado e rir muito, arrumar um paquera novo interessantíssimo, suar na pista de dança, receber o cartão com e-mail, telefone e ganhar um beijo do paquera novo (e que beijo!), sair do Condado e tomar café da manhã no Pátio São Miguel com Rô e o André, almoço dilícia no Gelobel Don Pablo com a professora e o André Sorvetão, telefonema surpresa do paquera novo (- Hum, sair pra um café? Ótimo! Ah, pôxa, to indo pra São Paulo! Que pena. Durante a semana? Sim, claro, me liga! Tá, outro pra ti!), viajar para São Paulo, ir ao Circo com o filhote, esperar por vôos atrasados, mais atrasos, trocar de aeroporto e chegar em casa às 3 da manhã de segunda-feira e acordar às 6 pra trabalhar. Ufa! Ao menos a Rose vem aqui dar um jeito nesse apartamento. Às 19:30h volto pra casa. A bagunça exatamente da mesma forma de antes e nenhum vestígio da Rose. PQP! Os pais chegando do sul na terça-feira à noite pra me visitar e o apartamento virado do avesso. Passado o momento de pânico começo a pelo menos guardar as dezenas de camisetas, bermudas, bonés, tênis e calças espalhados pelo apê. O telefone toca. É a Rose. Desculpe mas não pude ir. Posso ir na terça-feira? Claro que sim. Olho aliviado pra aquela bagunça. Deixa pra Rose, a minha salvadora. Ligo o PC. Ôpa, email do paquera: Espero e desejo que tudo tenha dado certo em São Paulo, e que tenhas se divertido muito com o espetáculo. Obs - Porque vc usa sempre a segunda pessoa para falar e escrever??? Vc é do Rio Grande do Sul????. Bingo, cara esperto, definitivamente interessantíssimo.

Obs: Acabei de chegar do dentista, e este Sr. Super Graduado, Mestre em Ortodontia e Ortopedia Facial pela USP, professor muito bem conceituado de Ortodontia da Universidade Estadual de Londrina e da Unopar, pelo qual eu pago os olhos da cara, acabou com meu dia colocando mais um maldito elástico (agora são 4) que vão se cruzando entre os dentes de baixo e os de cima, e uma barra metálica que cruza o céu da boca de lado a lado. É praticamente um Cinto de Castidade bucal. Vou levar uns três dias pra voltar a falar direito. ÓDIO! E o meu paquera quando me ver agora falando assim e babando pelos cantos? Já era! Beijar com esse troço é terrível. Portando torçam amigos, para ele ser uma pessoa muito sensível e estar tão encantado comigo que isso nem conte. Tá bom né?
Outra hora falo do Cirque!

Terça-feira, Outubro 10, 2006

 

Você é HANDS ON?

Ando atacado no ambiente de trabalho. Sabe como é: 10 anos de formado, 7 e meio na mesma empresa. Já conheço muito bem os prós e contras. É uma sensação de segurança por um lado, mas de comodismo por outro. Por uma questão de necessidade e atualização as leituras de materias referentes a treinamentos, gestão por competências, orçamentos, gerenciamento de recursos humanos e outros tantos assuntos corporativos são essenciais na "sobrevivência" no mercado. Deparei-me outro dia com este artigo do Max Gehringer e resolvi postá-lo aqui. É um pouco extenso mas vale a pena para refletir sobre esta nossa necessidade de sermos hiper-super-mega qualificados e inteligentes e informados sobre tudo. What for? Vejam só...

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VOCÊ É HANDS ON ??
(Max Gehringer)

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on.

Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais.
Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.

E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.

- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.

- In a hurry!

- Saúde.

- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?

- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?

- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.

- Não, não. Cópias normais mesmo.

- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.

- Fabiana, desse jeito não vai dar!

- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.

- Como assim?

- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.

- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...

- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...

- Futuro? Que futuro?

- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.

- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!

- Sei. Mas o senhor é hands on?

- Hã?

- Hands on. Mão na massa.

- Claro que sou!

- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.

2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.

Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas !

Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar.
Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz: O que é capaz de resolver, mas não de impressionar !!!

 

ALL STAR Generation


Numa tarde qualquer...

 

Visual do Blog

Finalmente comecei a fuçar no visual do Blog – em uma dimensão paralela. Tô tão perdido e atrapalhado que não sei quando vou achar o portal de volta. Aguardem (sentados).

 

Whishinglist (ou necessidade mesmo)

DVD essencial


When The Light is Mine: The Best of The I.R.S. Years 1982-1987
(Porque sou dependente químico do R.E.M.)

Telefone (sem-fio)

Porque o meu pifou de vez. Sem fio porque a pessoa quando está ao telefone anda, anda, anda, sem parar dentro do ap(e)rtamento.

Ferro de passar roupa

Nada é para sempre né? Este irritante eletrodoméstico também resolveu pifar de vez, além de grudar e quase estragar uma das camisas preferidas. Herança da minha avó. Sabe aqueles General Electric pretinhos, sem frescura nenhuma? Devia ter quase a minha idade. Trouxe lá de Far Far Away porque não me conformo em gastar dinheiro comprando um ferro de passar roupa. Pago feliz R$30,0 em um boné mas me revolto em ter que comprar um ferro que custa até menos que isso. Mesmo usando lavanderia e recebendo tudo em casa já lavado e passado às vezes esse maldito item é necessário. Eu simplesmente ODEIO procurar ferro de passar roupa e descobrir que os preços variam de R$25,00 à R$110,0, acredita? Se passasse sozinho até que valia a pena.

Este mimo custa R$119,00 - deve acessar internet por esse preço!


Ditado da semana:

Quem com ferro fere, com ferro será FUDIDO!



 

Mudança de planos

Final de semana em São Paulo, com circo no domingo na companhia do fiote.
Isso mesmo. Consegui driblar meus problemas técnicos e estou de partida.

Depois conto como foi.

Sexta-feira, Setembro 29, 2006

 

Trilogia Senhor dos Anéis (e a origem dos Hobbits – do Condado para a Novela)


Sam e Frodo
Eu sou um Hobbit. E moro/encontro meus semelhantes (os outros Hobbits) no Condado. Esta é a definição, segundo um amigo, para os meninos que gostam de meninos.

Vindo de quem vem, e da forma como ele fala com seu sotaque castelhano, isso virou uma piada engraçada, uma referência, uma forma de identificação.

- Ah...lembra aquele Hobbit que a gente encontrou?

- Vamos ao Condado hoje? (qualquer programa - bar, boate, festa onde haja uma aglomeração de Hobbits).

Ainda segundo ele, as meninas que gostam de meninas são as Orcs. Tadinhas.

Pra completar, existem os Elfos que na sua concepção esculhambatória são os heterossexuais, seres evoluídos e superiores. Ou seja, ele próprio, que é casado com uma guria linda e fofa.

Merry e Pippim

Sendo assim, ontem eu estava todo serelepe, vendo/ouvindo um DVD e teclando com um amigo quando ele me avisa para trocar de canal e ver os “Os Hobbits”. Eu, totalmente por fora, nem sabia que havia Hobbits na novela, mas me surpreendi com a forma como foi mostrado – muito mais real do que um menino-mimado-que-mora-numa fazenda-e-quer-ser-estilista-e-seu-namorado-cowboy.

Não serei repetitivo. O Marcelo e o Rody fizeram comentários certeiros.

Terça-feira, Setembro 26, 2006

 

Cirque du Soleil

Por motivos técnicos não poderei assistir o espetáculo Saltimbanco do Cirque du Soleil. Sendo assim, com uma dor imensa no coração coloco a venda meu ingresso comprado meses atrás para o espetáculo do dia 15 de outubro, domingo, às 16 horas em São Paulo.

Ingresso no setor VIP, seção 104, fila E, assento 10 – (veja o mapa de localização
aqui).

Infelizmente tenho apenas um ingresso (era pra mim afinal). Mas garanto que a companhia do assento número 9 é excelente – o meu filhote que sabe tudo de circo. Lugar melhor não há do que ao lado desse guri. Sorry baby – programamos tanto isso né? Vai ter que ficar pra próxima (podia ser o Zumanity né? Mas ouvi que será o Alegria).

Não sou cambista, portanto vendo exatamente pelo preço que paguei: R$ 300,00 (R$ 250,00 do ingresso + R$ 50,00 de taxas do ticketmaster).

Interessados entrem em contato. E depois me contem como foi.

 

Hello Stranger


Ontem na academia ouvi por acaso uma conversa de outro aluno com um professor. O cara tinha um sotaque diferente, talvez mineiro, e contava que era novo na cidade. Na saída encontrei-o novamente, olhar perdido caminhando na mesma direção. Sorriu. Caminhamos calados, quase lado a lado. Alguns passos até a esquina e atravessei a rua em direção ao meu prédio e ele seguiu em frente, não sem antes dizer um tímido - Até mais! – sabendo que talvez vá me ver novamente; um novo rosto que passa a ser identificado pela retina e registrado no cérebro, uma referência na cidade nova. Lembrei-me do quanto é difícil viver num lugar quando não se é de lá. E nem precisa mudar de país. É mudar de casa, de bairro, de escola, de trabalho, de cidade. É ter que fazer reconhecimento do local, entender o senso de humor das pessoas, descobrir onde tem lavanderia locadora farmácia supermercado cafeteria barbearia pizzaria legal, socializar – tudo de novo. É perder o seu sotaque original, adquirir aquele do novo lugar e ficar num meio termo que ninguém reconhece. É ter que começar do zero toda vez. Boa sorte stranger!

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